quarta-feira, 21 de maio de 2008

A Valorização da História Local


A história local sempre ocupou um plano secundário mediante à história das "grandes questões". Sempre foi escondida e tida como uma "história menor". Os que a criticam, chamam-na assim por considerá-la uma visão debilitada por sua relação com a "surpeficialidade" localista e regionalista.
Quase sempre essas críticas são feitas por historiadores do eixo Rio/São Paulo, que tendem a tomar "grandes temas" como a revolução de 30, o movimento operário no início do século XX do Rio de Janeiro, entre outros, como temas generalizados, ou seja, nacionais.
Vários estudos realizados por historiadores são tomados como grandes temas do Brasil, quando na verdade são pesquisas de história local. Para Agnaldo de Souza Barbosa(1999) , o tempo da história vivida em São Paulo resgatado para a história conhecimento, por exemplo, não é o mesmo tempo das demais cidades do Brasil.

A história local resgata muito da vida dos indivíduos, dos grupos políticos, das comunidades religiosas, a partir de sujeitos que realmente existiram. A aplicação dos estudos da his
tória local possibilita a abordagem de temas ainda não abordados na história oficial, ou seja, permite perceber a história na perspectiva dos de baixo, dos vencidos. Começa-se então o estudo sobre grupos mais marginalizados, como a memória de índios, negros e pessoas idosas.

Porque se trabalhar com a história local?
Porque só a partir do conhecimento da história local que a pessoa terá mais facilidade de enxergar e entender melhor o que acontece num espaço geográfico maior. É a partir desse conhecimento que se compreende melhor o significado dos fatos mais amplos. Portanto a história local tem um fim didático bastante eficaz.

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