sábado, 1 de março de 2014

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Bairro Santo Antonio tem o marco inicial de Aracaju(extra)

ARACAJU - Se a temática do passeio envolve a história e a cultura de Aracaju e arredores, o ideal é dar continuidade ao roteiro com uma visita à Colina do Bairro Santo Antônio. Considerada o marco inicial de Aracaju, ela abriga a Igreja de Santo Antônio, datada de 1845, com estilo neogótico. O templo recebe um grande número de fiéis todo 13 de junho, quando se comemora o dia do santo casamenteiro.

Do mirante se tem uma visão privilegiada da cidade de Aracaju, com direito a admirar a Ponte Construtor João Alves, que liga a capital à pacata Barra dos Coqueiros, também conhecida como Ilha de Santa Luzia. A obra, considerada a maior ponte urbana do Nordeste, foi inaugurada em setembro do ano passado e tem dois quilômetros de extensão. Da colina também se vê o edifício-sede do Banco Estado de Sergipe. Com 28 andares, ele é o mais alto da cidade e, por isso, muita gente só o conhece pelo nome Maria Feliciana, a ilustre sergipana considerada a mulher mais alta do Brasil, com 2,25m.

Outra bela construção religiosa é a Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição, localizada na Praça Olímpio Campos, no Centro de Aracaju. Tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual desde 1985, o templo tem na sua arquitetura elementos dos estilos neoclássico e gótico. Em sua sacristia, é possível admirar a obra "A Virgem", de Horácio Hora.

Logo ali, do outro lado da rua, o Centro de Turismo de Aracaju abriga lojinhas para a comercialização de peças artesanais, principalmente as rendas irlandesas e o redendê, tradicionais em Sergipe.

No bairro 13 de julho, é indispensável uma visita ao Museu do Homem Sergipano, com um acervo permanente que relata a trajetória da civilização local, e oferece ao público diversas mostras itinerantes.

FONTE: http://oglobo.globo.com/viagem/mat/2007/05/30/295967144.asp

A Valorização da História Local


A história local sempre ocupou um plano secundário mediante à história das "grandes questões". Sempre foi escondida e tida como uma "história menor". Os que a criticam, chamam-na assim por considerá-la uma visão debilitada por sua relação com a "surpeficialidade" localista e regionalista.
Quase sempre essas críticas são feitas por historiadores do eixo Rio/São Paulo, que tendem a tomar "grandes temas" como a revolução de 30, o movimento operário no início do século XX do Rio de Janeiro, entre outros, como temas generalizados, ou seja, nacionais.
Vários estudos realizados por historiadores são tomados como grandes temas do Brasil, quando na verdade são pesquisas de história local. Para Agnaldo de Souza Barbosa(1999) , o tempo da história vivida em São Paulo resgatado para a história conhecimento, por exemplo, não é o mesmo tempo das demais cidades do Brasil.

A história local resgata muito da vida dos indivíduos, dos grupos políticos, das comunidades religiosas, a partir de sujeitos que realmente existiram. A aplicação dos estudos da his
tória local possibilita a abordagem de temas ainda não abordados na história oficial, ou seja, permite perceber a história na perspectiva dos de baixo, dos vencidos. Começa-se então o estudo sobre grupos mais marginalizados, como a memória de índios, negros e pessoas idosas.

Porque se trabalhar com a história local?
Porque só a partir do conhecimento da história local que a pessoa terá mais facilidade de enxergar e entender melhor o que acontece num espaço geográfico maior. É a partir desse conhecimento que se compreende melhor o significado dos fatos mais amplos. Portanto a história local tem um fim didático bastante eficaz.

Visita ao Arquivo do Judiciário

Dia 07/05/08 visitamos o Arquivo do Judiciário de Sergipe. O arquivo tem por objetivo preservar todos os documentos judiciais do Estado de Sergipe, processos trabalhistas, criminais, civis, etc. Lá são encontrados documentos datados desde o século XVII(diga-se de passagem, pouquíssimos) aos dias atuais.
A divisão é feita em arquivo corrente, que é o objeto de trabalho dos profissionais da justiça, e o arquivo morto, que pode ser objeto de pesquisa de historiadores, familiares, curiosos, etc.
Os arquivos são dispostos de acordo com a comarca e o ano.


Nos foram apresentados várias formas de restauração de documentos, assim como instrumentos, ferramentas e máquinas para o auxílio desse trabalho.


Concluimos que o Arquivo do Judiciário é um orgão de primordial importância na vida acadêmica do historiador, abrindo ao profissional um leque quase infinito de possibilidades de pesquisa na história de seu próprio Estado.

Um Passado Próximo e Distante

No dia 30/04/2008, foi debatido em sala de aula o seguinte tema: "Um passado próximo e distante". Tivemos durante a aula, a incubência de descobrir a significação desta frase.
Citamos o historiador e antropólogo italiano Carlo Ginzburg(vide foto à esquerda), conhecido como um dos pioneiros no estudo da microhistória. Tornou-se mundialmente conhecido com a obra O Queijo e os Vermes: o cotidiano e as idéias de um moleiro perseguido pela Inquisição, Domenico Scandella(conhecido como Menocchio). Discutimos então o tema, debruçados na temática da obra de Ginzburg. O estudo da vida de um moleiro retrata exatamente a idéia de "história próxima", visto que ele provinha de uma origem humilde, um homem como qualquer outro, sem grandes feitos heróicos, ou seja, um homem como nós mesmos. E no tocante à "história distante" refletimos que ao mesmo tempo que o moleiro é gente como a gente, ele se torna distante por ter vivido em uma realidade absolutamente diferente da nossa, com sua própria forma de pensar e sua própria forma de interagir com o mundo, ou seja, um homem de seu tempo(a idade média, no caso). Debatemos ainda a cerca da diferenciação da história-realidade e a história-conhecimento, que são, respectivamente, a história do cotidiano do presente, fatos comuns na vida das pessoas de seu tempo, e a historiografia, a história escrita pelos historiadores. A segunda, a história conhecimento, não está a salvo de parcialidades e tendencionismos, visto que é escrita a partir da abordagem de um historiador, sempre submisso de sua própria subjetividade. Conseguimos findar a aula e os debates chegando à conclusão de que o processo de construção da história é complexo e amplo, cabendo ao historiador conhecê-lo bem para poder dominá-lo.

Apresentação

Este Blog foi criado com o propósito de exposição dos conteúdos da disciplina Temas de História de Sergipe I, lecionada pelo professor Dr. Antonio Lindvaldo Sousa, da Universidade Federal de Sergipe.

Aqui serão apresentados vários temas que abarcam a disciplina de História, principalmente a História de Sergipe.