No dia 30/04/2008, foi debatido em sala de aula o seguinte tema: "Um passado próximo e distante". Tivemos durante a aula, a incubência de descobrir a significação desta frase.Citamos o historiador e antropólogo italiano Carlo Ginzburg(vide foto à esquerda), conhecido como um dos pioneiros no estudo da microhistória. Tornou-se mundialmente conhecido com a obra O Queijo e os Vermes: o cotidiano e as idéias de um moleiro perseguido pela Inquisição, Domenico Scandella(conhecido como Menocchio). Discutimos então o tema, debruçados na temática da obra de Ginzburg. O estudo da vida de um moleiro retrata exatamente a idéia de "história próxima", visto que ele provinha de uma origem humilde, um homem como qualquer outro, sem grandes feitos heróicos, ou seja, um homem como nós mesmos. E no tocante à "história distante" refletimos que ao mesmo tempo que o moleiro é gente como a gente, ele se torna distante por ter vivido em uma realidade absolutamente diferente da nossa, com sua própria forma de pensar e sua própria forma de interagir com o mundo, ou seja, um homem de seu tempo(a idade média, no caso). Debatemos ainda a cerca da diferenciação da história-realidade e a história-conhecimento, que são, respectivamente, a história do cotidiano do presente, fatos comuns na vida das pessoas de seu tempo, e a historiografia, a história escrita pelos historiadores. A segunda, a história conhecimento, não está a salvo de parcialidades e tendencionismos, visto que é escrita a partir da abordagem de um historiador, sempre submisso de sua própria subjetividade. Conseguimos findar a aula e os debates chegando à conclusão de que o processo de construção da história é complexo e amplo, cabendo ao historiador conhecê-lo bem para poder dominá-lo.

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